Sim, tudo aparentemente soa tranqüilo na senzala do Cortiço do Chaves.
Eles estão tentando seguir de onde pararam, mas pelo menos para ela, ainda existe uma cortina de fumaça escondendo a "verdadeira verdade", ou seja a nova realidade.
Muito do que era concreto, ruiu. Situações novas são necessárias, e até que ela se acostume, a sensação da eminência do fim ainda assombra o sono dela.
Desde aquele dia ela mudou também. O sono dela mudou. Tudo mudou. O que pra ela era concreto tornou-se mais uma vez abstrato. Porém o que não é abstrato é o fato de que se ela quiser, tem que estar preparada para o abstrato. Vai ser assim sempre. Faz parte da essência dele.
O amor, palavras dele, nunca acabou. Muito embora as atitudes dele não tenham mostrado isso ao mundo, ela sabe que não acabou. Mas abalou. Agora, mesmo que para ela não faça diferença, temos que conviver com comentários alheios. Com conselhos alheios. Com as maravilhosas receitas de felicidade alheias. Com as interferências alheias. Não é mais ele e ela. É ele, ela e o resto do mundo interferindo na relação dos dois. Faz parte da atual mudança. Nova dosagem de convivência. Nova dosagem de cumplicidade. Nova dosagem de amor. Ou seja, para ela é claro que não estão continuando de onde pararam, e sim, começando de novo. O que é mais difícil.
Para uma pessoa de essência controladora, não estar no controle é o desafio maior de tudo. Mas ela encara o desafio, porque sabe que se ela conseguir superar esse obstáculo, vai ser bom para ela. Para a vida em todos os sentidos. Mas o que mais é estranho nessa nova rotina é a forma como ela tem participado da vida dele. A verdade é que ela sente que é um novo setor. Não participa, não sabe, ou fica sabendo depois. Ou seja, a vida dele e depois ela. Não que fosse fazer diferença nas ações dele, não iria inibir nenhuma decisão, apenas ela se sentiria fazendo parte. Normal? Pode ser, mas pra ela é diferente. É estranho.
Ambos concordaram que teria que mudar as rotinas, a forma de viver. E o que ambos não sabiam era como colocar em pratica as mudanças...
O amor continua ali, mas para ela o que está prevalecendo é a insegurança...
sexta-feira, 6 de março de 2009
Eu e você, você e eu...
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