terça-feira, 18 de agosto de 2009

Matemática

Ela nunca foi muito boa com números. Desde a infância nunca aprendeu a gostar da obrigatoriedade lógica da matemática. A busca eterna da lógica certeira e precisa das respostas. Sempre preferiu as palavras. De brincar das somas de diversas mesmas palavras e sempre ter um resultado único e ilógico, mas não menos verdadeiro que as contas matemáticas, obvias e repetitivas. Não entende quem consegue se motivar fazendo contas e buscando acertar resultados. Padronizados. Previsíveis.
Na vida dela, se ela for pensar neste sentido, sempre tem sido assim. Impreciso. Incerto como a soma da inspiração de escrever com o teclado do computador, que sempre vão trazer um texto diferente, novo e motivador. Ou não. Repetitivo, vazio e sem graça.
Mas como não se pode fugir da realidade, a matemática não foge da vida dela. Não a deixa em paz. Todos os problemas (irônico, ou não) são matemáticos na vida dela. “Problemas” matemáticos. “Contas” matemáticas. “Expressões” matemáticas. Todos os pesadelos da infância, hoje persistem de forma real. Contas que não fecham. A obrigação do resultado certo.
Ela não consegue se livrar deste pesadelo.
Contas, contas e mais contas...


Como diz o “Rei”
... e esta fé que me faz, otimista de mais... se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...

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