quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Biológico

Todo santo dia ela acorda de “malumor”.
Aquele período que todo mundo fica meia fase depois que acorda, para ela é acrescido de uma ligeira falta de simpatia para com as pessoas. Normalmente dura em torno de uma hora depois que ela acorda. Se não fica tão assim "malumorada", digamos que falta vontade de conversar pela manhã. Não tente manter diálogos com ela nesse período, é realmente inútil. Salvo a amiga-colega-e-visinha, que tem a necessidade de falar, falar pelos cotovelos, falar muito, que passa o trajeto casa-trabalho sem puxar o fôlego de tanto que fala. Mas ela apenas escuta. E concorda, ou não.
Mas o dito "malumor" passa. Tipo anestesia. Vai passando, passando até que ela recupera um pouco da simpatia que ela tem dentro de si e que guarda para poucos, a não ser queeeee...
Alguém tenha a insanidade de nesse período de adaptação ao dia provoque alguma situação que desvirtue o processo de despertar, e ai o "malumor" é semelhante a um cão raivoso que não ganhou ração nem água em dias quentes. Ela vira o cão. O cão chupando manga. Tipo hoje.
O problema é que ai o malumor não passa. Fica. Até ela adormecer. Estraga o dia, Azeda o dia.
Hoje resolveram fazer piadinhas para ela as 7:05 da manhã. Piadinhas sem graça. Revoltantes. Coisa do tipo sexta série. Aquelas piadas que quem faz e tem que rir sozinho. Por favor, poupe ela deste sofrimento. É melhor para vocês.

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